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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Os Miseráveis

A opinião dela:
Primeira impressão: não adianta ter lido o livro e muito menos ter visto os outros filmes, pois essa versão é chocante, linda, suja e de fazer os pelinhos do braço se arrepiarem. Pra quem nunca ouviu falar, a história de "Os Miseráveis" gira em torno de personagens cujas vidas foram desgraçadas. Esses são os principais personagens na minha opinião:
Jean Valjean: roubou um pão e pagou por isso com nada menos do que 19 anos na prisão trabalhando "feito um condenado" e ganha liberdade condicional. Esse personagem é fantasticamente interpretado por Hugh Jackman.
Javert: é o inspetor que colocou Valjean na prisão e é o responsável pela sua condicional.É surpreendentemente interpretado por Russell Crowe que revelou ter uma voz muito bonita!
Fantine: é expulsa da fábrica onde trabalhava só porque descobrem que ela é solteira e tem uma filha chamada Cosette que sofre maus bocados nas mãos de seus guardiões: a Madame e o Monsieur Thénardier que recebem quase tudo que Fantine ganhava e dizia tratar sua filha como uma princesa mas não era exatamente isso que acontece. 

Por trás de tudo isso acontece a Revolução Francesa, ou seja, a França cheia de morte, suspense e muitos revolucionários querendo a cabeça do Rei.

O filme é grande e não adianta falar muito sobre a história...apenas o seguinte: todo mundo deveria ter visto/lido algo do Victor Hugo alguma vez na vida! O filme de 1998 é maravilhoso mas esse é MUITO mais emocionante! 
Há romance, guerra e muuuuuuitas canções maravilhosas durante todo o filme..ahh, um aviso: ele é todo cantado...todo mesmo...qualquer frase, até um "sim" é cantado.

A fotografia é incrível! E a trilha sonora?? Com certeza absoluta de que vai levar o Oscar! A Anne Hathaway (que interpretou a Fantine) fez o papel de sua vida..aposto que ela vai levar a estatueta pra casa e colocar do lado da que ela ganhou no Globo de Ouro!

Anne cantando "I dreamed a dream"

Esse já é meu filme favorito e ganhou um lugar no meu coração! 

A opinião dele:
Sem sombra de dúvidas o melhor filme do ano, creio que “Os Miseráveis” será o grande vencedor do Oscar 2013. Muito bem construído, com uma direção impecável e vozes, absurdamente, encantadoras, o trabalho traz uma forma mais emocional de encarar o best-seller do invejável escritor francês Victor Hugo. As cenas foram muito bem arquitetadas, os arranjos estão, extremamente, impecáveis e as atuações são, sem nenhum ponto negativo, o marco de toda a obra.

Falando em atuação, obviamente, não poderia deixar de lado o ápice da pulsação sanguínea e do derramamento de lágrimas. Anne Hathaway fez, de longe, o seu melhor papel. A cena em que canta “I dreamed a dream” era a mais esperada de todo o longa, porém, ninguém esperava uma chocante interpretação. Todas as vezes que falarmos deste filme, teremos a certeza de que ele fez a atriz entrar pra história do cinema. Com certeza, esta cena será uma daquelas que veremos, daqui a quinze anos, e falaremos: “Meu Deus, essa cena é clássica” – como fazemos ao ver as cenas de “Psicose”, “E o vento levou...”, “Morro dos Ventos Uivantes” e etc.

O elenco foi escolhido a dedo, e isso fez com que todos, até que não suporta um musical, assistisse ao filme e ficasse impressionado com as cenas. É algo que deixará qualquer espectador boquiaberto querendo mais, mais, mais e mais... Nunca pensei que veria o Russell Crowe cantando e fazendo algum papel menos brutal e menos violento; porém, poderemos encontrá-lo desta maneira sob a máscara de Javert.

Indicaria a todos que lessem o livro antes de assistir ao filme, pois a excitação tende a ser maior pela expectativa que a sua mente cria para que você recrie as cenas antes de vê-las na tela. Mas, ainda que não tenha tempo e queira ver o filme, o faça de qualquer maneira. É melhor você assistir sem ter lido, do que fingir que vai ler e não assistir ao filme nunca mais.

Aposto todas as minhas fichas nas premiações: Melhor Filme e Melhor Atriz. Talvez, até aposte em Melhor Trilha Sonora ou Melhor Canção Original... Agora, já tendo o meu favorito, é hora de esperar pelo show.


Assista o trailer: 


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Indomável Sonhadora

A opinião dela:
O filme mostra a vida complicada de um povo que vive numa comunidade pobre do Louisiana. O lugar é conhecido como “the bathtub”  é um pântano muito parecido com uma banheira com pouca água que torna o local uma região perigosa de viver, pois, qualquer inundação deixaria os moradores ilhados. Uma tempestade chega e sobe rapidamente o nível da água destruindo várias moradias e tornando a vida quase impossível naquele local. Muita gente vai embora do lugar, mas um grupo de corajosos decide ficar, pois ali é sua casa. 

Nessa conturbada situação temos Hushpuppy uma incrível menina de 6 anos que é mais corajosa do que muita gente por aí. Ela vive num mundo de fantasia que só a cabeça de uma criança pode criar. Além de lidar com o desaparecimento da mãe e a doença do seu pai, a menininha passa por todas as dificuldades com a cabeça erguida. O pai dela é um personagem muito importante por fazer o tempo inteiro com que a filha seja uma pessoa completamente independente mesmo sendo uma criança. Ele vive numa cumplicidade incrível com ela e mesmo achando que ele não se importa, ele a ama e você sente que ela é tudo que ele tem nesse mundo. 

O filme é emocionante e a interpretação da Quvenzhané Wallis é realmente encantadora e ela é muuuuuuito linda! Merecidíssimo concorrer ao Oscar de melhor filme.

A fotografia e a trilha sonora são fora do comum!

Curiosidades:
Quvenzhané Wallis é a atriz mais jovem a ser indicada ao Oscar. Apesar dela interpretar uma criança de 6 anos, ela tem 9. É super convincente nas suas caras e bocas e dá um show de interpretação o filme inteirinho! Antes dela, as indicações para atrizes mais novas foram para Anna Paquim em “O Piano” quando tinha apenas 11 anos e para Tatum O'Neal que ganhou o prêmio por “Lua de Papel” com apenas 10 anos. Será que a, já famosa, Hushpuppy vai quebrar esse recorde?


A opinião dele:
O filme “Indomável Sonhadora”, do diretor Benh Zeitlin, traz um drama maravilhoso em volta da história de uma família que sofre com a destruição do seu lar por causa da construção de uma barragem. Eles acabam perdendo tudo após a subida do nível da água no local. Então, a garotinha Hushpuppy (Quvenzhané Wallis – Indicada ao Oscar de Melhor Atriz - 2013) tem a sua trajetória a fim de aprender a sobreviver no caos. Acompanhada do seu pai e herói Wink, ela vive uma fantasia (criada pela sua professora) para justificar o que está acontecendo e ter, então, a esperança de dias melhores.

A história nos remete à pobreza, à força de vontade e à vitória, pois, mesmo na situação em que se encontram, tentam, de todas as maneiras, encontrar a felicidade que ainda está ali. A mensagem do filme nos faz pensar sobre as diversas vezes que nos pegamos “amaldiçoando” a vida por ela nos colocar em situações complicadas, pois não temos a coragem de erguermos a cabeça para enfrentá-las com toda a
nossa força. Achei incrível a atuação de uma pequena garotinha de nove anos e tenho minhas crenças de que ela possa ser a vencedora da estatueta.

As feições da Quvenzhané Wallis são magníficas. Me encantaram as diversas vezes em que ela fazia a “careta” de embrutecida com o seu pai e as vezes em que, parecendo um garotinho, tentava mostrar os seus músculos e gritava a fim de levantar a sua moral. O pai dela (que, por muitas vezes a tratava com um menino) foi o seu alicerce para que não desistisse e não cedesse à loucura, pois o seu maior medo era que ele a abandonasse. Todo o drama envolvendo a mãe dela, também, nos leva a pensar que a família é a base de toda estruturação pessoal. Sem ela não somos nada.

Mais um filme que nos deixará, para sempre, marcados com a tatuagem da esperança, da perseverança e do amor. Se, desta vez, as telonas não conseguirem fazer você chorar, realmente, você tem um coração de pedra.



Confira o trailer: 


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A Viagem


A opinião dela:
Você passa a primeira hora do filme pensando: “Que p**** é essa?”.  Sério... Parece não ter lógica, pois o filme retrata 6 estórias ao mesmo tempo, e a mudança de uma para outra é tão rápida que você acaba ficando meio desnorteado...Como o próprio cartaz do filme mostra: “Tudo está conectado”; para assistir, sua mente tem que estar aberta às possibilidades. Os produtores do filme “A viagem” (baseado numa obra homônima) escolheram o time perfeito para esse tipo de ficção: os diretores de “Matrix” e do diretor de “Perfume”. A ideia central nos transporta a diversas realidades que nos faz pensar o que é real e o que não é, se existem paralelos ou não. É o típico filme que não se explica, se vê. Cada um vai tirar uma conclusão diferente e isso é o mais interessante.

Pontos bacanas: Você passa o filme inteiro se divertindo com a maquiagem (que é INCRÍVEL) e em alguns casos quase não dá pra reconhecer o ator. São 10 atores principais que estão em todas as estórias e muito diferentes em todas elas. COM CERTEZA, eu apostaria num Oscar nessa categoria. A trilha sonora é linda, é clássica e melancólica. Os efeitos visuais são de primeira e não deixaram nada a desejar.


A opinião dele:

O filme "A Viagem", dirigido por Andy Wachowski, Lana Wachowski e Tom Tykwer, traz uma insanidade, acredito eu, nunca vista nas telonas do cinema. Mostra diversos personagens, diversas estórias e repete os atores, e isso pode trazer uma confusão cerebral imediata na primeira hora do filme. Não vou mentir que, ao chegar a, quase, uma hora e quarenta de cenas, pensei em desistir, pois não estava compreendendo nada; mas insisti em continuar tentando. Apostei, até o fim, e não me decepcionei. Achei incrível a forma como o roteirista conseguiu encontrar o desfecho para a complicada iniciação da trama.

Este será, sem sombra de dúvidas, um filme que acarretará muitos estudos, muitas filosofias e muitas discussões. Com certeza, haverá o discurso prepotente dos intelectuais: "Se não gostou, é porque não entendeu". Na verdade, creio eu, que cada um trará, da sua "bagagem", a sua própria compreensão. Não acho necessária a pesquisa sobre o tema para dizer, aos seus amigos, o que compreendeu. Ele traz uma mensagem, isso é fato, mas essa mensagem será encarada por você da maneira que mais lhe for cabível. Pra mim, ficou o quesito do questionamento: "O que é a verdade?' - E, então, me veio a resposta... "A verdade é, exatamente, aquilo que você quer que ela seja".

Trouxe, às minhas crenças, mais uma vez, a idealização de um Deus criado pelos homens e a fé que pode servir de consolo aos mais fracos. É como ouvi uma vez: "Deus não existe, mas conte isso aos que mais necessitam da sua existência e ouvirá centenas de teorias e sermões sobre o contrário a sua ideia". Este filme trouxe a ideia de que acreditamos no que devemos acreditar e, de fato, devemos levar, até a nossa morte, a nossa fé para que haja um propósito às nossas vidas.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

As Aventuras de Pi



A opinião dela:
“A Vida de Pi” é um título melhor do que “As Aventuras de Pi”, pois o que acontece muda, totalmente, a vida do rapaz Piscine Molitor Patel, vulgo Pi. O filme não é só uma aventura que acontece após um naufrágio, e sim um momento de reflexão no qual o corajoso Pi pergunta-se onde estaria o Deus que ele tanto acreditava. A inocência do personagem é cativante, a esperança é linda, mas, acima de tudo, a fé é incontestável. A mensagem que o filme passa, para cada um, é muito particular. Eu, Monique, me emocionei, ri e me encantei na ficção que eu abracei. Sem sombra de dúvidas, eu acredito em Pi. Vou fazer esse filme me inspirar em 2013, principalmente na perseverança, na coragem e no amor pelas coisas da vida.


Tecnicamente falando, o filme tem efeitos incríveis, cenários fantásticos e uma fotografia de fazer você suspirar. Ahh, e eu quero a trilha sonora JÁ! Minha dica? Veja em 3D ou iMax para sentimentos mais arrebatadores!

A opinião dele:
O filme “As Aventuras de Pi” do diretor Ang Lee trouxe uma nova perspectiva de fantasia. Ao ouvir falar sobre a história do livro (homônimo), pensei se tratar de uma abordagem comum em relação a mundos diferentes e aventuras inacreditáveis, porém, ao me deparar com as cenas criadas para as telonas, pude perceber que não havia nada de Tolkien, de Rowling ou de Dickens; mas sim havia uma nova forma de explorar o que os nossos olhos pensam não conseguirem enxergar.

A direção do filme utilizou de atributos 3D, para explorar as belezas naturais, e não abusou disso; utilizou-os de maneira concreta e não apelativa. As cenas, em que eram necessárias a presença do tigre, foram muito bem filmadas e o contato humano-animal foi, desde a obra-prima “Nell”, essencial para fazer-se entender o que o personagem “Pi” (caracterizando o homem) queria com o relato daquela história.


Um filme que, com certeza, trará muitas mensagens, que não só a do naufrágio, mas, inclusive, a travada discussão entre a existência e a não existência de um Deus. Seria capaz, um ser humano, de se familiarizar e manter a sua fé em um Deus através das diversas religiões espalhadas pelo mundo? Não seria melhor que as várias visões que se tem sobre este Deus, ao invés de destruir, pudesse facilitar o convívio entre os seres humanos? 

Estas e outras questões poderão ser abordadas neste que, com certeza, se tornará um clássico do cinema mundial.